terça-feira, 14 de dezembro de 2010

CRÓNICA: Teresa Martins

Educação vs Bom Espírito desportivo

Educação é algo que primeiro deve ser adquirido em casa para depois se aplicar na vida. Desporto é algo que se pratica para manter saúde física e também mental tendo assim uma componente educativa.
Agora pergunto, para que servem os escalões de formação no desporto colectivo? No meu entender servem para introduzir o espírito desportivo e alea-lo à aquisição dos conhecimentos tácticos e técnicos do referente desporto.
Indigna-me o facto de participar num jogo de andebol de um escalão de formação onde a bancada  em vez de incentivar à boa prática do desporto aplaude atitudes anti-desportivas.
Segundo li recentemente "o desporto bem vivido é componente indispensável para um mundo mais feliz e uma sociedade mais solidária e menos violenta". Por tal facto venho aqui deixar a minha tristeza e alerta para os educadores de hoje, para medirem as suas atitudes perante os seus filhos e assim contribuírem de forma positiva para uma melhoria do espectáculo e significado deste grande desporto chamado ANDEBOL.
Uma grande virtude do ser humano é saber comportar-se perante as diversas situações, conforme o local onde se encontram sabendo separar a vida pessoal da vida desportiva e da vida profissional.
Teresa Martins (árbitra)

2 comentários:

  1. A Associação Académica de Coimbra é uma Instituição centenária que tem de ser respeitada, mas para isso, todos nós temos que a fazer respeitar.
    Nesse sentido, proponho que o futuro "Caderno de atleta da AAC-Andebol, tenha escrito o seguinte conteudo:

    Código de conduta dos Encarregados de Educação

    1. Se um jovem revelar interesse em praticar desporto, estimule-se essa participação. Se eles não quiserem praticar desporto, não forçar essa sua presença;

    2. Observar mais interesse na evolução das capacidades , do que o resultado final da competição. Ao reduzir a importância das vitórias está a ajudar o jovem a traçar objectivos realistas em função das suas capacidades;

    3. Ensinar aos jovens que a boa aplicação é tão importante quanto uma vitória, pelo que o resultado da competição deve ser aceite sem qualquer frustração;

    4. Encorajar os alunos/atletas a praticar a sua modalidade sempre de acordo com as regras;

    5. Abster-se de ridicularizar ou gritar com os alunos/ atletas por ele ter errado ou ter perdido a competição;

    6. Ter em mente que os jovens aprendem bem pelos exemplos e aplaudir, sem receios, as boas exibições feitas por qualquer praticante;

    7. Se discordar do árbitro, evitar a todo o custo, questionar essa decisão ou a sua honestidade, em público. Os árbitros, em princípio, são pessoas idóneas que se esforçam por colaborar na melhor qualidade da prática realizada pelos jovens;

    8. Colaborar e intervir nas acções que procuram eliminar do Desporto tudo o que seja abuso verbal ou físico;

    9. Reconhecer o papel do professor/ treinador, o qual dá muito da sua disponibilidade para a credibilidade e dinamização das virtudes da prática desportiva dos jovens, e que merece todo o vosso apoio.

    10. Evitar fora do quadro de treinos e das competições:
    - Ser negativo na crítica aos jovens;
    - Pressionar os jovens;
    -Desenvolver expectativas irrealistas quanto à prestação dos jovens.

    ...e mais sugestões que queiram partilhar connosco, para que todos juntos, façamos crescer o andebol na AAC.
    António Sousa

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  2. Li com atenção e alguma preocupação o texto da Teresa Martins e o comentário do António Sousa, procupados com o rumo como alguns encarregados de educação encaram as competições desportivas dos seus educandos.
    Muito mais me desgosta porque são constactações de comportamentos internos isto é da Académica: isto cria-me uma certa incomodidade.
    Sobre o tema relembro uma publicação da FCDEF da Universidade de Coimbra " Guia do Treinador de Jovens " de Márcio Domingues, Carlos Eduardo Gonçalves e Manuel Coelho e Silva. No prefácio assinado por Jaume Cruz Feliu da Universitat Autònoma de Barcelona, pode-se ler "Debido a la revelancia de los padres como agentes de socialización deportiva hay que indicarles muy claramente qué conductas deseamos de ellos durante los partidos, pues de esta forma podemos prevenir problemas como: peleas com otros espectadores, broncas a los árbitros o críticas al proprio entrenador durante los partidos (boixdós, Valiente, Mimbrero, Torregrosa y Cruz, 1998). Para prevenir dichas situaciones el entrenador puede utilizar materiales de Campãnas de promocion de la deportividad como: “Compta fins a tres…” (Cruz, Boixadós, Torregrosa y Valiente -2000), o el trabajo de psicólogos del deporte como Fernando Gimeno (2003) que há desarrollo todo un material aplicado para la gestión eficaz de las relaciones del entrenador com los padres y madres de deportistas jóvenes, com estratégias de actuación concretas, tanto ante las situaciones positivas como ante las situaciones problemáticas."
    O papel dos treinadores será portanto a chave do problema para a educação desportiva dos encarregados de educação dos nossos atletas. Mãos à obra......e Cruz Feliu (universidad Autònoma de Barcelona)

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